Quito, 07 (AE-AP) - O desemprego no Equador cresceu 18,8% entre janeiro e agosto deste ano, ante uma expansão de 13,8% no mesmo período do ano passado, conforme pesquisa do Centro de Estudos e Dados divulgada nesta terça-feira (07).
De acordo com a pesquisa, que envolveu 1.840 lares nas cinco cidades mais populosas do país, a desocupação e o subemprego atingem 2,63 milhões de equatorianos, o que representa 73,4% da população economicamente ativa do país.
A revelação dos resultados só reforçou hoje a retórica do governo, que prega a necessidade de obter socorro do Fundo Monetário Internacional (FMI) para evitar o colpaso total do país.
Para obter o aval do FMI, o superintendente dos bancos do Equador, Jorge Guzmán, prometeu endurecer o controle sobre as operações bancárias feitas a partir do país por meio das instituições locais ou até por intermédio de bancos localizados em território estrangeiro.
"Não é possível que um banco induza o cliente a investir no exterior sem informar o que fará com o dinheiro." Já o ministro de Energia, René Ortiz, reuniu-se hoje com investidores norte-americanos em Houston, para tentar convencê-los a investir no país.

mockup