São Paulo, 14 (AE) - Uma estatística feita pela São Paulo Transporte (SPTrans) associa a queda do número de passageiros de ônibus na cidade ao aumento do desemprego. Dados da Diretoria de Gestão Financeira, levantados a partir do boletim do Departamento Intersindical de Estudos Socioeconômicos (Dieese), mostram que nos últimos quatro anos a relação foi diretamente proporcional: quanto maior o desemprego, menor a demanda.
Em janeiro de 1995, eram 170 milhões os passageiros que passavam pelas catracas por mês na capital, conforme os balanços da SPTrans. Em abril deste ano, o número caiu para 90 milhões. Enquanto isso, segundo o Dieese, o número de desempregados na Grande São Paulo saltou de 1,1 milhão para 1,8 milhão.
A redução foi considerada alta pelos técnicos da SPTrans. Nessa espécie de "gangorra", enquanto o desemprego subiu, a demanda caiu quase na mesma proporção. "Existe um grau de associação forte que reflete a situação da economia do País"
diz o técnico da SPTrans Irineu Greco Filho. Ele ressalta que não se deve ler os dados como um gráfico de ação e reação, como ocorre na física. "A estatística não mostra que o desemprego é o único fator, mas que é muito forte." Outra influência decisiva, de acordo com a empresa, é a transferência de passageiros para as peruas de lotação.

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