Desemprego em São Paulo ficou em 19,9% em março
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quarta-feira, 21 de abril de 1999
Por Carin Homonnay Petti 
São Paulo, 22 (AE) - A região metropolitana de São Paulo voltou a registrar desemprego recorde em março, segundo pesquisa da Fundação Seade. A parcela da população economicamente ativa desempregada no mês passado ficou em 19,9%, 6,4% acima do total de fevereiro. É o maior número desde que a pesquisa começou a ser realizada em 85. O número de pessoas desempregadas foi estimada em 1,07 milhão. A taxa acumulada soma o nível de desemprego aberto, de 12,9%, e o desemprego oculto de 9%. O último deles inclui também pessoas que procuram emprego, apesar de realizar algum tipo de trabalho eventual, sem perspectiva de continuidade.
Segundo a Fundação Seade, nos últimos 12 meses a taxa de desemprego total cresceu 9,9%. Os maiores aumentos foram registrados entre as pessoas com mais de 40 anos (15%) e chefes de domicílios (13,3%). Também segundo a pesquisa, em março a indústria fechou 22 mil postos de trabalho. No caso da indústria de alimentação a retração ficou em 8,8%. No setor de metal mecânica os cortes atingiram 3,5%. Já o nível de ocupação das indústrias têxteis e de vestuário aumentou em 5,9%.
No comércio foram fechadas 61 mil vagas. No rumo oposto, o setor de serviços criou 30 mil novos postos. Em fevereiro o rendimento médio dos ocupados caiu 2% e dos assalariados, 1,9%. Os assalariados com registro em carteira houve redução de 1,5% no salário médio. Para quem não tem registro, a retração média ficou em 2,5%. Entre os trabalhadores autônomos, o decréscimo ficou em 4%. A pesquisa mostra também que as mulheres continuam ganhando menos que os homens, com salário médio de R$ 639,00 em comparação com a média de R$1.008 00 da parcela masculina da população.


