Desemprego em Ribeirão Preto atinge 37%
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quarta-feira, 17 de fevereiro de 1999
Por Kelly Lima 
Ribeirão Preto (SP), 18 (AE) - Pelo menos 90 mil pessoas
ou 37% da população economicamente ativa de Ribeirão Preto, estão desempregadas ou subempregadas, situação em que recebem menos que um salário mínimo e não estão registradas em carteira de trabalho. Este foi o resultado de pesquisa realizada nos últimos dois meses por estudantes da Faculdade de Economia e Administração (FEA) da Universidade de São Paulo (USP), campus de Ribeirão Preto.
A pesquisa, que havia sido encomendada pela Arquidiocese Católica de Ribeirão Preto, foi divulgada na noite de ontem (17)
no lançamento da Campanha da Fraternidade deste ano. De acordo com a pesquisa, entre 600 famílias entrevistadas em 60 bairros do município, 27,03% tinham desempregados em casa. Outros 10% se sustentavam com os chamados subempregos.
Do total de chefes de família pesquisados, 23,4% ganhavam até dois salários mínimos por mês (R$ 260,00). Isso representa em média 56,6 mil pessoas, se considerados dados do IBGE, de que município tem uma população economicamente ativa de 241 mil habitantes, do total de 460 mil.
Ainda segundo a pesquisa, o perfil do desempregado no município é predominantemente masculino (51,7%), situa-se entre a faixa etária dos 18 aos 25 anos (38,6%), mora com os pais (56%), é branco (62,6%) e tem o primeiro grau incompleto (52%).
A pesquisa é inédita em Ribeirão e, segundo os estudantes que participaram de sua elaboração, houve colaboração dos sindicatos dos trabalhadores das mais diversas áreas. Segundo um dos coordenadores da pesquisa, o professor André Chagas, foram adotados para sua elaboração, os mesmos critérios ditados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudo Socioeconômicos (Dieese).
As principais causas apontadas para o desemprego na região, segundo a conclusão da pesquisa, é a crescente mecanização da área agrícola e a modernização das linhas de produção.


