Desemprego é principal causa da inadimplência em SP
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segunda-feira, 15 de março de 1999
Por Marcia Furlan 
São Paulo, 16 (AE) - O desemprego continua sendo a principal causa para a inadimplênciana cidade de São Paulo. A conclusão é de pesquisa semestral realizada pela Associação Comercial de São Paulo com 861 consumidores que procuraram o Serviço de Recuperação do Crédito (SRC) da entidade.
Dos entrevistados, 42% apontaram o desemprego como o motivo pela falta de pagamento de suas dívidas na primeira quinzena de março. O percentual está abaixo do apurado na pesquisa de setembro de 1998 (47%).
A segunda causa mais mencionada foi o fato de ter sido fiador ou avalista (18%), enquanto o descontrole dos gastos ficou em terceiro lugar (17%).
O setor que provocou mais desemprego, ainda segundo a pesquisa, foi o de serviço (48%), seguido pelo comércio (17%). O desemprego na indústria (11%) apresentou redução, se comparado à pesquisa anterior (24%). Os dados revelam ainda que o número e trabalhadores autônomos que ficaram inadimplentes praticamente dobrou, passando de 6% para 13%.
A inadimplência continua atingindo mais o comércio (29%)
embora tenha sofrido uma queda expressiva com relação a setembro de 1998 (63%). Paralelamente, cresceu o atraso de pagamentos nas financeiras, que era de 9% e pulou para 28%.
De acordo co o economista da ACSP, Marcel Solimeo, uma das causas deste aumento seria a medida adotada por algumas lojas, de terceirizar o seu crediário. As prestações acima de R$ 300,00 apresentaram a maior incidência (29%) de carnês em atraso. Do total de débitos, 25% se situa na faixa de R$ 500,00 a R$ 1.000,00.
Pessoas com renda familiar mensal entre R$ 351,00 e R$ 1.000,00 respondem por 66% da inadimplência e o item eletrodoméstico (21%) continua sendo o principal produto adquirido e causador do registro no SCPC, seguido por roupas/calçados e habitação (20%).
Como consequência do quadro de incertezas do País, a pesquisa revelou também que está diminuindo o número de pessoas que, após quitar o débito, pretendem fazer novas compras a prazo neste ano. Em setembro de 1998, 46% pensavam em adquirir novas dívidas. Em março, o percentual foi de 40%.


