São Paulo, 16 (AE) - Embora considere a inadimplência bem controlada, mesmo estando hoje num nível elevado, o diretor do Banco Real, José Luiz Majolo, não espera crescimento substancial do crediário. "Vamos ter uma retomada porque o cenário econômco está se normalizando, mas não teremos uma crescimento tão forte do crediário como no início do Plano Real", diz.
A tendência, explica Majolo, depois de sucessivas quedas e altas de juros e reviravoltas do cenário econômicos, é de as empresas buscarem essa ampliação de crédito de uma forma muito mais cuidadosa e conservadora.
O coordenador de Crédito da Federação Brasileira das Associações de Bancos (Febraban) , Francisco ávila Filho, também é cauteloso. "Não é hora de abrir as comportas," diz. O desemprego e a inadimplência, justifica, têm levado as instituições a serem mais seletivas na concessão do crédito e, na sua análise, essa situação só vai se modificar quando tivermos uma estrutura econômica e política mais adequada.
ávila considera que as instituições financeiras estão trabalhando hoje muito aquém de sua capacidade de financiamento e vão continuar sendo conservadoras na ampliação do crediário. "Sem reformas estruturais, como a política e fiscal, que tragam um crescimento mais sustentado para a economia, não teremos mudanças significativas na concessão do crédito", afirma o coordenador de Crédito da Febraban.
Sem querer falar sobre os números da expansão dos financiamentos, ele prevê um crescimento mais concentrado do crediário no fim do ano.

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