São Paulo, 24 (AE) - O desemprego na região do ABC aumentou em fevereiro, segundo pesquisa divulgada hoje pelo convênio Seade-Dieese e pelo Consórcio Intermunicipal da Bacia do Alto Tamanduateí e Billings. O índice foi de 20,6% da População Economicamente Ativa (PEA), composta por 1,1 milhão de trabalhadores. No mês passado, portanto, havia 236 mil desempregados no ABC, quatro mil acima do resultado apurado em janeiro, quando o índice foi de 20,4% da PEA.
Na comparação com o resultado da pesquisa feita na Grande São Paulo, divulgado terça-feira, o ABC aparece como uma área com mais problemas em termos de ocupação. O índice da Região Metropolitana ainda não ultrapassou a marca dos 20% - ficou em 18,7%, também em fevereiro. Além disso, o convênio Seade-Dieese constatou que a região sofreu com o desemprego mais intenso para pessoas entre 25 e 39 anos de idade, homens e chefes de domicílio (homens ou mulheres). O perfil é de indivíduos que geralmente tem papel importante no sustento das famílias.
O aumento do desemprego no ABC foi resultado principalmente do crescimento do número de pessoas procurando trabalho. Isso porque, em número de empregos, o balanço foi positivo. A região criou três mil postos de trabalho em fevereiro. O bom desempenho do setor de serviços compensou demissões na indústria e no comércio, que ainda prosseguem.
Um dado interessante é que a região, conhecida pela intensa industrialização, continua num processo de mudança de perfil. Em janeiro, 44,8% dos ocupados estavam no setor de serviços. No mês passado, o índice aumentou para 45,9%.
O percentual de assalariados residentes no ABC que fizeram horas-extras cresceu de 39,7% em janeiro para 43,5% em fevereiro. Segundo a pesquisa, o aumento se deu entre empregados da indústria, comércio e serviços

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