Buenos Aires, 16 (AE) - Ao contrário do que a maioria dos analistas previa, o índice de desemprego argentino mostrou uma redução em outubro: de 14,5% caiu para 13,8%. O anúncio foi feito ontem (quinta-feira) pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec). Segundo o órgão, o desemprego atinge de forma direta 1,8 milhão de trabalhadores argentinos. Esta foi a primeira queda registrada no índice desde que em outubro do ano passado o desemprego voltou a crescer.
A maioria dos analistas esperava que o índice crescesse, e que fosse de 15% ou mais. Embora isso não tenha ocorrido, não foram poupadas críticas ao governo do presidente Carlos Menem, cujo mandato terminou na sexta-feira passada.
Segundo o analista econômico Andrés Bonelli, "este índice é o último da administração do presidente Carlos Menem, que deixou o país com o dobro do desemprego que havia em 1989, quando era de 7,1%. Reduzi-lo será o grande desafio do governo do novo presidente, Fernando De la Rúa". O índice de desemprego afeta 14,3% da população economicamente ativa, o que equivale a 4,5 milhões de pessoas.
Com a queda de 0,7% no desemprego entre agosto e outubro, surgiram 200.000 novos postos de trabalho. Isso significa que nesse período somente conseguiram emprego 46% das pessoas que foram incorporadas ao mercado de trabalho. O crescimento do emprego foi registrado principalmente nos setores hoteleiro, de comunicações e de restaurantes.
O desemprego no interior do país está causando protestos em diversas cidades: em Corrientes, manifestantes bloquearam uma das principais pontes do Mercosul. Na cidade de Tartagal, na província de Jujuy, houve confrontos com a polícia, e os manifestantes jogaram coquetéis Molotov.

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