Washington, 05 (AE-DOW JONES) - O desemprego americano permaneceu estável em janeiro: apenas 4,3% da força de trabalho dos EUA está sem ocupação no momento. No mês passado, apesar da crise brasileira e da instabilidade dos mercados, a economia dos Estados Unidos criou 245 mil novas vagas, quase o dobro do que os analistas esperavam.
A previsão, avaliam economistas, é que essa expansão prossiga nos próximos meses. Nos três últimos meses, a economia americana abriu 273 mil novas vagas por mês em média, segundo informou hoje o Departamento do Trabalho. Nos três meses anteriores, a criação de novas vagas em média era de 219 mil. A divulgação dos números influenciou fortemente os juros.
Apesar de os números de dezembro terem sido revisados para baixo (a criação efetiva de empregos foi de 298 mil ante os 378 mil preliminares), os números efetivos de novembro foram elevados de 251 mil para 277 mil. Mesmo com a redução da pressão de demanda por mão- de-obra em dezembro, aumentou o temor de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) possa elevar os juros em sua próxima reunião.
O porcentual da população empregada nos Estados Unidos cresceu para 67,4% em janeiro, um recorde absoluto. Segundo economistas, esse é um fator que pode determinar um forte aquecimento na economia americana. A Standard & Poors (S&P) elevou seu prognóstico de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) norte- americano de 2,5% para 2,8% no primeiro trimestre.
O salário médio por hora, um dos principais determinantes dos custos das empresas, cresceu 0,5% - ou seis centavos de dólar - para US$ 13,04 em janeiro. É o maior aumento mensal desde abril e elevou o aumento da renda anual para expressivos 4%; mesmo assim, os economistas advertem que seria prematuro afirmar que isso é um indicador de volta da inflação. A remuneração é bastante instável de um mês para outro, dizem os economistas.
O desemprego de 4,3% é o mesmo de dezembro e repete os números de abril, os menores em 28 anos. O maior crescimento na criação de empregos foi registrado, de novo, no setor de serviços: o setor terciário abriu 252 mil novos postos de trabalho em janeiro, com predomínio de serviços de informática e engenharia, vendas de materiais de construção e empregos públicos em governos locais.
No setor industrial, foram fechados 13 mil postos de trabalho, o menor declínio desde setembro e menos da metade da média mensal de 32 mil vagas perdidas, vigente desde março.
Mesmo registrando um desproporcional avanço de 99 mil vagas em dezembro, o setor de construção civil manteve o ritmo e abriu mais 15 mil novos postos de trabalho em janeiro. Esse avanço surpreendeu muitos analistas, que esperavam um arrefecimento no ritmo das construções por causa das tempestades de inverno.

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