Desempenho é semelhante ao dos demais, diz pró-reitor
O desempenho dos calouros cotistas do ano passado estão sendo avaliados por uma comissão de professores da UEL. O trabalho visa apurar se os pioneiros aprovados pelas cotas evoluíram de forma semelhante aos demais, já que essa era uma crítica recorrente quando o sistema estava em debate. Os dados só serão fechados em março mas, segundo o pró-reitor de graduação (ProGrad), Jairo Pacheco, ''não há discrepâncias significativas na performance dos cotistas em relação aos demais universitários''. Pacheco informa que, quando completar sete anos, o sistema será reavaliado e poderá sofrer alterações.
Quanto aos reflexos positivos das cotas no ensino médio, Pacheco diz já haviam sido previstos quando o sistema era discutido. ''Sempre argumentamos que essa motivação de uma parcela dos alunos da escola pública teria efeitos positivos para além daqueles que ingressassem no ensino superior'', aponta.
Em comparação com o ano passado, houve este ano um aumento no número geral de vagas ofertadas pela UEL para candidatos de escolas públicas, exceto para aqueles que se autodeclaram negros (ver gráfico neste página). No vestibular de 2006, foram convocados 818 calouros oriundos de instituições públicas contra 732 em 2005. No caso dos negros, foram ofertadas 249 neste ano, 30 a menos do que no ano passado porque o número de inscritos também foi menor.
Conforme o artigo 7º da resolução do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe), no concurso de 2006, pelo sistema de cotas, até 40% das vagas de cada curso de graduação foram reservadas a estudantes oriundos do sistema público de ensino. Até a metade das vagas decorrentes da aplicação deste percentual foram reservadas a candidatos que se autodeclararem negros.(L.A.)





