Brasília, 20 (AE) - O desembargador Athaíde Monteiro da Silva, do Tribunal de Justiça (TJ) de Mato Grosso, negou hoje, ao depor à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Judiciário
ter vendido ao advogado Marco Aurélio Rodrigues Ferreira uma sentença, por R$70 mil, por intermédio do empresário Josino Pereira Guimarães. A denúncia consta do dossiê preparado pelo juiz Leopoldino Marques do Amaral, assassinado quando investigava a ligação de desembargadores com inúmeras irregularidades, até mesmo o tráfico de drogas.
Foi ainda confirmada, na comissão, por Rodrigues, que depôs no dia 6. De acordo com o advogado, Guimarães, que teria dito ser assessor do desembargador, coagiu-o a comprar a sentença. Ele entregou à comissão fotocópias de dois cheques no valor de R$5 mil, que teria entregue ao empresário no dia do acerto do negócios. O restante seria pago depois de o sogro Sebastião Queiroz obter a indenização estipulada pela de Ataíde Monteiro da Silva.
No depoimento, o desembargador afirmou que a denúncia envolvendo o próprio nome "é uma infâmia". Ele disse que mantém com Guimarães um relacionamento social, sem que exista entre eles nenhum tipo de ligação relacionada às atividades no tribunal.

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