Brasília, 20 (AE) - O vice-presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, desembargador Asdrubal Vasquez Cruxên, entrou hoje com uma queixa-crime na Procuradoria-Geral da Justiça do DF contra 10 jornalistas, de vários órgãos de comunicação, que escreveram sobre o desaparecimento da herança do garoto Luiz Gustavo Nominato, avaliada em US$ 30 milhões. De acordo com a mãe do garoto, Miramar Rocha, e os advogados que denunciaram o fato na CPI do Judiciário, Cruxên teria sido o responsável pela dilapidação do patrimônio deixado pelo empresário Welington Nominato para seu filho, no período em que conduziu o inventário como juiz-titular na Vara de àrfãos e Sucessões de Brasília. O presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), disse hoje que vai depor a favor dos jornalistas que vierem a ser processados por Cruxên.
Autor do requerimento para criar a CPI do Judiciário, que recebeu a denúncia contra o desembargador, ACM se prontificou a depor logo que informado da decisão de Cruxen de processar todos os profissionais que escreveram sobre o sumiço da herança de Luiz Gustavo Nominato.
Asdrubal Cruxen também processou Miramar Rocha e os advogados Romell Parreira Corrêa, Luiz Otávio Amaral e Joaquim Tomáz Lopes, este último convocado para depor na CPI nos próximos dias. Ele alegam que as matérias jornalísticas e as acusações atingiram a sua honra.

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