Cuiabá, 13 (AE) - O desembargador Odiles Freitas Souza admitiu hoje ter emprestado "três a quatro cheques" para o "empresário e advogado" Josino Pereira Guimarães, preso na semana passada, acusado pelo juiz Leopoldino Marques do Amaral "intermediar a venda de sentenças" no Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
O dinheiro foi utilizado para a compra de uma mansão, a mais luxuosa de Mato Grosso, avaliada em cerca de R$ 1 milhão.
Nas denúncias de Amaral, Guimarães aparece como "um assessor informal de Odiles e outros desembargadores". "Ele (Josino) não tinha conta bancária na época e por isso eu emprestei os cheques, mas não passou de R$ 40 mil o valor total", limitou-se a dizer disse o desembargador.
O presidente da Associação dos Magistrados do Brasil (AMB), Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho, afirmou hoje em Cuiabá que já foi feito um pedido para abertura de inquérito judicial no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para apurar as denúncias do juiz 16 desembargadores acusados de venda de sentenças, nepotismo, abuso sexual e envolvimento com o narcotráfico.
Na apuração da morte do juiz a cada momento surge um fato novo. A Polícia Federal está atrás da funcionária do juiz Leopoldino, Beatriz árias. Ele está há dois dias desaparecida, depois que a sua casa foi revistada pela PF. Há suspeitas que ela tenha fugido com medo de ser assassinada. Beatriz, a exemplo da viúva do juiz, Rosemar Monteiro, tem mais provas contra os desembargadores.

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