A advogada Erika Zuchetti Barbosa da Silva, 32 anos, sabe bem o que é sentir os desconfortos dos efeitos colaterais da metiformina. Com o tratamento indicado não só para tratar a síndrome dos ovários policísticos mas também o diabetes diagnosticado há quatro anos, ela chegou a interromper a medicação por um tempo por causa desses desconfortos.
''No início comecei a tomar metiformina de 850 miligramas uma vez ao dia apenas e me senti bem mal. Tinha ânsia de vômito, diarréia forte, entre outras coisas. Precisei trocar por uma de 750 miligramas que foi bem mais aceita pelo meu organismo'', comentou.
De acordo com Erika, ela chegou a ficar um bom tempo sem a medicação e só voltou a tomar há quatro meses, período em que tem mantido o tratamento. Atualmente ela ingere a metiformina de 12 em 12 horas e após a realização de vários exames conseguiu constatar que o nível de glicemia no sangue está controlado, além de não apresentar mais a síndrome.
''Além do diabetes eu tinha dificuldade para engravidar e a irregularidade do ciclo menstrual era constante. Hoje, já sem apresentar esses fortes sintomas e os efeitos colaterais, aposto na possibilidade de conseguir ter um filho'', diz.
Apesar de tomar de 12 em 12 horas, hoje a advogada toma mais miligramas do que quando iniciou o tratamento - são dois comprimidos de 750 miligramas cada, totalizando 1.500. O que chama a atenção é que mesmo aumentando a dosagem, os efeitos colaterais diminuíram.
A médica pesquisadora Naura Tonin, que está realizando o estudo com a metiformina, explicou que em algumas pacientes o medicamento pode proporcionar uma certa ''adaptação'' no organismo. ''Em pacientes com essa faixa etária (cerca de 30 anos) e que apresentam, além dos ovários policísticos, o diabetes, é comum acontecer isso. Há também composições diferentes da metiformina. Portanto, depende de cada caso, alguns organismos se adaptam melhor que outros'', finaliza. (F.B.)

mockup