Descoberto novo ancestral humano
Washington, 23 (AE-AP) - A lista de ancestrais do homem moderno recebeu mais uma adição. Foi descoberto, na áfrica, o mais antigo fóssil de um hominídeo a utilizar ferramentas. Esse ancestral da humanidade usava pedras para cortar pedaços de carne há 2,5 milhões de anos, na áfrica.
A descoberta, de um crânio e alguns ossos, foi tão inesperada que recebeu o nome de "garhi", ou "surpresa", no dialeto falado na região da Eitópia onde os restos foram encontrados.
O novo hominídeo é um candidato ao posto de mais antigo ancestral humano, informam pesquisadores na revista Science. O antropólogo Tim White, da Universidade da Califórnia em Berkeley, diz que este pode ser o elo entre o gênero homo, ao qual pertence o homem moderno - o homo sapiens - e seu antecessor, o australopiteco.
A nova variedade está sendo chamada, provisoriamente, de australopiteco garhi. O crânio é semelhante ao de Lucy, o fóssil de um australopiteco afarensis de 3,2 milhões de anos, e que tem braços de aspecto simiesco, muito longos em comparação com as pernas.
Já o homo erectus, de 1,7 milhão de anos, tinha pernas mais longas e braços mais curtos, assemelhando-se mais ao homem moderno.
Aparentemente, garhi está em algum ponto intermediário entre os dois, com pernas mais longas, mas braços ainda muito compridos.
Restos de antílope encontrados perto do fóssil mostram marcas de corte por ferramentas. Esta é provavelmente a mais antiga evidência do uso de instrumentos para descarnar animais. "Agora temos prova de que hominídeos muito primitivos estavam matando mamíferos, e sabiam do tutano dentro dos ossos, uma fonte de alimento muito valiosa", disse White.
As marcas no antílope mostram que os ossos foram descarnados com ferramentas, e os ossos quebrados para extração do tutano.





