Agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) localizaram ontem um cemitério clandestino no Morro do Salgueiro, na Tijuca, zona norte do Rio. Foram encontrados dois corpos em avançado estado de decomposição e três ossadas. A polícia mostrou crânios com perfurações. Com os restos mortais havia cápsulas de diversos calibres.
Cerca de 50 policiais e oito bombeiros foram mobilizados para a operação. A ação, de acordo com o delegado Ricardo Domingues, tinha dois objetivos: localizar o cemitério e prender Maurício Francisco de Azevedo, conhecido como Ná, que seria o chefe do tráfico do morro. ‘‘Nosso trabalho aqui já terminou. O próximo passo é identificar os corpos e ouvir os parentes’’, disse o delegado.
A polícia chegou ao matagal, no alto do morro, após denúncia de uma senhora que teria perdido o filho, assassinado pelos bandidos. Para a delegada Leila Goulart, o cemitério fortalece a hipótese de que Azevedo seria o responsável pelos assassinatos.
Na sexta-feira, a Justiça decretou a prisão temporária de Ná e seu bando, foragidos. Na noite de domingo, policiais estiveram na área na tentativa encontrá-lo. As buscas ontem foram infrutíferas. O barraco que serviria de esconderijo para Azevedo estava vazio. Apenas uma agenda foi apreendida, mas seu conteúdo não foi revelado.
Os policiais chegaram ao Morro do Salgueiro por volta das 5 horas e saíram pouco depois das 13 horas. O material recolhido (restos mortais e cápsulas) foram levados para o Instituto Médico-Legal (IML) para perícia. ‘‘Vamos começar a ver os registros de ocorrências mais recentes e tentar identificar as vítimas’’, disse Leila.

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