Descoberto inseto de espécie pré-histórica
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quinta-feira, 18 de abril de 2002
Agência Efe 
Berlim - Um entomologista alemão descobriu em uma cadeia de montanhas da Namíbia um inseto pertencente a uma espécie pré-histórica, que será se somará as 30 categorias destes animais catalogadas há 87 anos, informou ontem, em Munique, a Sociedade Max Planck.
O inseto, que chega a ter 2,5 centímetros de comprimento é uma espécie de fóssil vivo, já que sobreviveu isolado em uma cadeia montanhosa da Namíbia, sem ter nenhum contato com as outras espécies.
As montanhas em questão, a cordilheira de Brandberg, têm cerca de 120 milhões de anos, é como se fosse encontrado hoje em dia um mamute vivo, declarou o investigador Piotr Naskrecki, colaborador do projeto International Conservation de proteção de espécies de animais ameaçados.
Sciencexpress, a versão para a Internet da revista especializada Science, apresentou ontem a descoberta do alemão Oliver Zompro, que participava da expedição internacional, com membros dos Estados Unidos, Inglaterra e África do Sul, na antiga colônia germânica.
Antes de se deparar com um exemplar vivo desta espécie (mantopasmatodea) o grupo já tinha examinado alguns fósseis, ela foi batizada de Gladiator porque, segundo os membros da expedição, se parece, de algum modo, com os antigos lutadores romanos.
Os fósseis são parte de coleções privadas e se encontram também no Instituto de Paleontologia e Geologia da Universidade de Hamburgo e no Instituto de Paleontologia do Museu de Ciências Naturais de Berlim.
Estas criaturas são algumas das últimas testemunhas dos tempos em que a África e a América ainda estavam juntas, disse Naskrecki. Ele crê que o isolamento da cordilheira, separada de qualquer outra por centenas de quilômetros de areia, permitiu que a espécie sobrevivesse durante milhões de anos.
A expedição ao monte Inselberg (2.600 metros de altitude), financiada pela Sociedade Max Planck e o Museu Nacional da Namíbia, começou no início deste ano.
Os insetos, com 1,2 milhão de espécies catalogadas até agora, representam 80 por cento de todos os animais que existem na Terra, e sua última espécie foi registrada em 1915.


