Descobertas recentes ajudam no tratamento
Sintomas como mal-estar, fadiga, falta de apetite, emagrecimento e febre são comuns no quadro inicial e nas recaídas do lúpus. ''A queda de cabelo, localizada ou não, é um importante indicador, e também uma forma de monitoramento. Se a doença está controlada, o cabelo volta a crescer'', ressalta a reumatologista Margarida Fernandes Carvalho.
O tratamento pode ser feito com antiinflamatórios não hormonais e hormonais (corticosteróides), ''de acordo com a intensidade e gravidade dos sintomas'', além de imunosupressores, que vão baixar a imunidade. ''O uso de protetor solar é muito importante para evitar surto agudo, assim como evitar o frio, que piora manifestações clínicas vasculares da doença''.
Descobertas recentes também podem ajudar o tratamento do paciente com lúpus. Caso dos anticorpos monoclonais, que reagem em um anticorpo específico. ''Funciona como um 'anti anticorpo'', explica. Mas, o medicamento, que já é usado no tratamento de outras doenças, como psoríase e reumatismo, no lúpus ainda é experimental. E o tratamento é bem caro, algo em torno de R$ 5 mil por mês.
O transplante renal é opção quando o paciente desenvolveu lesão irreversível. Já o transplante de medula óssea, com a irradiação linfóide, em que se bloqueia e ''troca'' toda a imunidade, é procedimento de risco, mas indicado em alguns casos. E a plasmaferese, em que há troca total do plasma, onde os anticorpos ficam, só é feito quando o paciente está em ''condições gravíssimas''. ''É como 'lavar' o sangue'', explica.(C.P.)





