Descobertas novas drogas para inibir metástase
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segunda-feira, 21 de agosto de 2006
Adriana Dias Lopes<br>Agência Estado 
São Paulo- Nunca a medicina investigou tanto o momento exato em que o câncer começa a se espalhar pelo corpo, a chamada metástase. Das 399 drogas contra câncer atualmente estudadas, 250 são contra metástase. ''O câncer primário, que ainda não se espalhou, praticamente não precisa de novas drogas'', explica o infectologista Kald Abdallah, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e gerente médico do laboratório Bristol. ''A cirurgia é eficaz na maioria dos casos.''
No Brasil, pelo menos três drogas contra o câncer metastático deverão chegar até o fim do ano. Duas estão em fase de avaliação na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e uma acaba de ser aprovada. O sunitinibe (nome comercial Sutent), do laboratório Pfizer, contra câncer de rim e gastrointestinal, recebeu o aval em maio da agência brasileira e, até o fim do ano, será comercializado.
O sunitinibe age segundo uma das mais novas estratégias estudadas contra a metástase, a de atacar diretamente o mecanismo das células tumorais que estimula seu crescimento. Ou seja, a droga age antes mesmo da formação de vasos - uma célula tumoral com mais de um milímetro de diâmetro já estimula a fabricação de novos vasos para se alimentar e multiplicar.
O dasatinibe (nome comercial Sprycel, do laboratório Bristol), contra leucemia, tem ação parecida e acaba de ser submetido à Anvisa.
Já o bevacizunabe (Avastin, da Roche), contra câncer de cólon e o cetuximab (Erbitux, da Merck Alemã), contra câncer de cólon, cabeça e pescoço, agem contra a formação de novos vasos.
Outra forma do remédio agir contra a difusão do câncer é pela estimulação do sistema imunológico. O ipilimumab, da Bristol, contra melanoma, um dos tipos de câncer de pele mais agressivos, é um deles. Em estudo nos Estados Unidos, ele estimula o organismo a reconhecer o tumor e, com isso, combater a doença.


