Descoberta relação entre tratamento hormonal e Alzheimer
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 06 de novembro de 2002
France Presse 
Washington - Pesquisadores norte-americanos estabeleceram um vínculo entre o tratamento hormonal de certas mulheres em determinado momento de suas vidas e a redução do risco posterior de vir a contrair o mal de Alzheimer. É o que mostra um estudo publicado ontem em um jornal científico dos Estados Unidos.
Os pesquisadores constataram uma redução de 41% dos riscos de desenvolver o mal de Alzheimer nas mulheres que se submeteram a tratamento hormonal quando eram mais jovens. Esses números são resultado de um estudo realizado com 1.889 mulheres e publicado pelo jornal da Associação Médica Americana.
''Observamos uma relação clara entre os riscos de (contrair) Alzheimer e a duração do tratamento hormonal'', indicaram os autores, referindo-se a ''efeitos mais fortes com tratamentos longos''.
Os pesquisadores também constataram a existência de uma ''janela aparentemente limitada de tempo, período no qual a exposição ao tratamento hormonal parece reduzir o risco de Alzheimer''.
''Constatamos que, por oposição a uma utilização precoce, a exposição a um tratamento hormonal nos 10 anos anteriores ao começo do desenvolvimento da doença não tem um benefício aparente'', escreveu Peter Zandi, da Universidade John Hopkins de Baltimore (Maryland).
As mulheres de mais de 80 anos parecem ter mais risco que os homens de contrair o mal de Alzheimer, indicam os autores do estudo.
A carência de hormônios estrógenos após a menopausa parece contribuir para aumentar esse risco entre pacientes do sexo feminino.
Os estrógenos são utilizados no tratamento de certas desordens ginecológicas e hormonais, no tratamento do câncer de próstata e de seio.


