A polícia cearense apresentou ontem de manhã cinco integrantes de uma quadrilha que havia montado, em Fortaleza, uma ''fábrica'' de cartões de crédito e bancários clonados e que eram distribuídos a estelionatários em vários Estados. Oito mil cartões foram apreendidos, na quinta-feira à noite, quando a quadrilha foi desarticulada.
Os falsários haviam alugado três salas no Edifício Eisenhower Center, localizado na Avenida Senador Virgílio Távora, 1701, Aldeota, bairro nobre de Fortaleza. Nelas, funcionavam duas firmas de fachada. Nas salas de números 1301 e 1304 funcionava a empresa Nordim (Nordeste Indústria e Comércio e Representações) e na sala 405, onde havia sido instalada a fábrica de cartões, foi montada a empresa Embrágua (Empresa Brasileira de Tratamento D'água).
Na noite de quinta-feira, uma operação policial foi desencadeada em dois pontos de Fortaleza: no próprio Edifício Eisenhower e no terminal de cargas do Aeroporto Internacional Pinto Martins. A ação culminou na prisão de cinco integrantes do bando - os cearenses Erivaldo da Rocha Queiroz, Evezildo da Rocha Queiroz e José Neuro Brasil; o carioca Jaime Queiroz de Lima; e o paranaense Adilson Carlos Constantino. O empresário cearense dono da rede de farmácias Farmavida, Francisco Marcelo de Macedo, é apontado pela polícia como o chefe da quadrilha e está sendo procurado.
Segundo o delegado Francisco Cavalcante, titular da Delegacia de Roubos e Furtos, o bando estaria instalado há cerca de um ano em Fortaleza. Parte dos cartões era remetida para as regiões Sul e Sudeste. Saíam de Fortaleza em envelopes e eram despachados, diariamente, através de carga aérea.
Além dos oito mil cartões já em processo de clonagem, a polícia apreendeu com os falsários todos os equipamentos utilizados para a confecção dos cartões: computadores, disquetes, notebooks e leitoras de cartão magnético (conhecida como LCM), além de várias máquinas do tipo Procard (com capacidade para gravar informações de até três mil cartões).

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