Depois da cirurgia de redução do estômago, o advogado José Walmir Moro, de 42 anos, descobriu outros prazeres além de comer. Com 73 quilos a menos - ele passou de 160 quilos para 87 - a auto-estima e a disposição aumentaram, e o relacionamento com o filho, de cinco anos, e a esposa, melhorou. ''Agora eu consigo brincar com meu filho, jogar futebol com ele, e não deixo mais de sair com minha esposa'', afirma.
Moro conta que ''sempre foi gordo''. Na adolescência, e na faculdade, já pesava 100 quilos. Depois, com a ''correria do dia-dia'' começou a engordar mais. ''Naquela época eu jantava, depois saía para comer lanche, e ao chegar em casa, ainda comia bolacha'', lembra.
Incomodado com o peso, ele começou a fazer regime - ''fiz todos que você pode imaginar -da lua, do sol, da sopa, do queijo, dos 13 dias. Cheguei até a fazer acompanhamento com nutricionista, e foi legal no começo, mas não dei continuei''.
Naquela época, Moro não achava que precisava de cirurgia (''meu prazer era comer''), mas preocupado com a saúde procurou um médico, e sabia dos riscos do procedimento. ''Meu médico falava 'vou operar seu estômago, não sua cabeça'. Hoje consegui equilibrar a alimentação e não preciso mais comer o balde inteiro para falar que comi sorvete''. (C.P.)

mockup