Bruxelas, 20 (AE-AP) - Vittorio Emmanuele di Savóia, o filho exilado do último rei italiano, disse hoje (20) que denunciará seu país na Corte Européia de Direitos Humanos por impedi-lo de visitar a Itália. O país aboliu a monarquia em 1946 com um referendo popular e condenou ao exílio o último rei e toda a sua família. Mais tarde, em 48, uma nova constituição proibiu os homens descendentes da Casa de Savóia a pisar em solo italiano.
A medida é interpretada como castigo à família pelo apoio ao ditador fascista Benito Mussolini. "Nenhuma responsabilidade de meu avô pode ser atribuída a mim, nem ao meu filho", afirmou Savóia. "Em todo o caso, depois de 50 anos de exílio achamos que já pagamos o suficiente", afirmou.
Acompanhado de seu filho Emmanuele Filiberto, ele criticou a Itália por lhes negar um direito básico "Somos os únicos europeus para quem ainda existem fronteiras. Este é um ato explícito de racismo contra nós, com fundamento genéticos", protestou.
A opinião pública da Itália apóia o fim do exílio dos Savóia, que vivem em Genebra, na Suíça e a Câmara dos deputados já aprovou uma emenda acabando com a proibição. A medida, porém, ainda está sendo analisada numa comissão do Senado.

mockup