Pelo menos 53 índios foram assassinados durante o ano de 2013 em consequência de conflitos, diretos ou indiretos, pela disputa por terras. O dado faz parte do relatório sobre a violência contra os povos indígenas brasileiros que o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) divulgou em Brasília. Dos casos registrados em todo o País, 33 ocorrências (66%) foram registradas no Mato Grosso do Sul.
Há anos o Estado figura como o mais violento do País no relatório da organização indigenista, vinculada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
O total de índios assassinados em 2013 é menor que os 60 casos identificados pelo Cimi em 2012. No entanto, como em anos anteriores, a organização alerta que os números podem estar subestimados, porque são colhidos, a partir de várias fontes, como relatos e denúncias dos próprios povos e organizações indígenas; missionários do conselho; reportagens de jornais, sites e agências de notícias; órgãos públicos que prestam assistência; Ministério Público, além de relatórios e boletins policiais.
No capítulo violência contra a pessoa, o Cimi identificou 13 homicídios culposos (não intencionais) em 2013, contra 12 casos em 2012; 328 tentativas de assassinato, contra 1.024, além de 14 casos em que índios foram ameaçados de morte. O elevado número de tentativas de morte se deve ao fato de que, em algumas ocorrências, a ameaça foi dirigida a toda a comunidade.

Compreendem um grande número de diferentes grupos étnicos que habitam o País desde milênios antes do início da colonização portuguesa

Um dos principais motivos dos conflitos é a disputa por terras, envolvendo poderosos interesses políticos e econômicos em jogo

O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional

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