São Paulo - A Fundação Nacional de Saúde descartou a hipótese de que dois pacientes, um em São Paulo e um em Belém, seriam casos suspeitos de contaminação pela pneumonia atípica, a Síndrome Respiratória Aguda Severa (Sars), surgida no sudeste asiático e que já matou 81 pessoas em vários países. O diretor do Centro Nacional de Epidemiologia, Jarbas Barbosa disse que ''o paciente de Belém já saiu de São Paulo com problemas pulmonares. Nenhum dos dois preenche os requisitos de casos suspeitos da doença'', afirmou.
Segundo Barbosa, desde que as primeiras notícias começaram a ser divulgadas sobre a infecção, a Funasa vem recebendo uma série de consultas. Somente a jornalista inglesa Sally Blower, internada no Hospital Albert Einstein, se caracterizou como caso suspeito. Jarbas acrescentou ainda que os colegas da jornalista passam bem e que está praticamente afastado o risco de que algum deles tenha contraído a infecção. ''Feitas as contas do prazo do aparecimento dos primeiros sintomas, vê-se que o período de maior risco já passou'', disse.
O suposto segundo caso de Sars na cidade de São Paulo era de um homem que esteve no Japão e na Tailândia. A outra suspeita era de um engenheiro brasileiro de 38 anos, que desembarcou quarta-feira em Belém, vindo da Malásia, e foi internado com crise respiratória. Os médicos isolaram a área em que o paciente está instalado, tirando até o aparelho de ar-condicionado do quarto. O engenheiro tinha febre alta, muita tosse e falta de ar e a Malásia é um dos focos da Sars na Ásia, mas o infectologista Antonio Caiado disse que era prematuro dizer que ele tem a doença.
Apesar de terem sido descartados pela Funasa, os casos reforçam o alerta lançado pelo Ministério da Saúde e pelas secretarias estaduais depois que a jornalista inglesa Sally Blower foi internada com sintomas da Sars em São Paulo. O caso de Sally só terá uma solução definitiva em três semanas, quando será possível confirmar ou descartar a hipótese de doença causada por vírus, como a Sars. O estado de sa© úde da paciente melhorou bastante ontem.
No Paraná - Três hospitais do Paraná estão em alerta para evitar a entrada da Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars), a pneumonia atípica. A Santa Casa Monsenhor Guilherme, em Foz do Iguaçu, o Hospital de Clínicas, em Curitiba e o Hospital Universitário, em Londrina, foram ''recrutados'' pela Secretaria Estadual de Saúde. A doença já causou 85 mortes em 13 países. Foz do Iguaçu tem dedicado atenção a possível entrada da doença porque está localizada na fronteira com a Argentina e com Paraguai, onde é grande o trânsito de imigrantes do Oriente Médio e da Ásia. Além do hospital, autoridades sanitárias adotaram esquema especial no aeroporto internacional.
Em Seul - A Coréia do Sul publicou nesta sexta-feira uma ordem de busca para 200 pessoas possivelmente expostas ao vírus da pneumonia asiática em um avião que regressava da China. Estas pessoas viajaram de Pequim para Seul em um vôo da Korean Air (KAL) com um passageiro de Taiwan vítima da Síndrome Respiratória Aguda Grave.

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