O Laboratório Central do Estado informou ontem ao setor de epidemiologia da 16ª Regional de Saúde de Apucarana, que deu negativo o resultado do exame das amostras coletadas do lavrador Flávio Oliveira, 20 anos, de Mauá da Serra (60 km ao sul de Apucarana). Havia suspeita de que ele tivesse contraído cólera.
O médico infectologista José Ruy Conde Alves solicitou o exame depois de constatar no lavrador, sintomas muito parecidos ao cólera.
A saúde pública intensificou o trabalho de divulgação dos métodos para prevenir a cólera no eixo Apucarana-Mauá da Serra. A região é considerada de risco, devido ao frequente trânsito de caminhoneiros que vão e voltam de Paranaguá.
Maringá Agentes da Secretaria de Saúde de Maringá, da 15ª Regional de Saúde, e Fundação Nacional de Saúde começaram ontem diversas atividades de prevenção contra a cólera. Cerca de 100 mil panfletos educativos foram distribuídos em pontos estratégicos da cidade. A programação contou com a colaboração da Fundação das Associações de Bairros de Maringá (Feabam).
Um dos pontos alvos foi o Terminal de Ônibus Coletivo. O objetivo, de acordo com o chefe do setor de Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde, Valdemi de Lima, é atingir principalmente os moradores da periferia.
Outras atividades desenvolvidas em Maringá são as palestras para professores da rede pública municipal e estadual, e para manipuladores de alimentos.
A partir de hoje, os agentes de saúde começam um rodízio de visitas a pontos de maior concentração de caminhoneiros. ‘‘Vamos estar nestes pontos conscientizando os motoristas e alertando principalmente para a necessidade de comunicação imediata aos órgãos de saúde sobre qualquer suspeita de cólera’’. A preocupação é com os motoristas que buscam soja no Mato Grosso e seguem para Porto de Paranaguá. (Colaborou Lucinéia Parra)Marcos NegriniAlertaAgentes de saúde distribuíram ontem em Maringá 100 mil panfletos com informações sobre a doençaMaurício Borges

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