Não durou 24 horas a proposta do vice-governador do Rio, Luiz Paulo Conde, de construir muros de três metros de altura para delimitar áreas de favelas como a da Rocinha, na zona sul do Rio. A sugestão foi criticada por especialistas, pelo prefeito da cidade, César Maia, e pelo secretário nacional de Direitos Humanos, Nilmário Miranda. Em entrevista coletiva no fim da tarde, Conde, que pela manhã havia defendido a construção de muros e classificado as críticas à sua proposta de ''demagogia'', disse que estava ''arrependido de ter falado em muro''. ''A delimitação será feita, mas esquece o muro, pode ser uma grade, até uma cerca de raio laser. A palavra muro está desgastada simbolicamente, tira o mérito da questão.''
As ''bocas'' de cocaína e maconha da Rocinha são as mais rendosas do Rio. Movimentam por mês algo em torno de R$ 50 milhões, segundo a Polícia Civil.
A rentabilidade explica a paz em que a favela viveu nos últimos anos. O principal entreposto de drogas do Rio sempre foi controlado pela facção criminosa CV (Comando Vermelho), que conseguia manter a polícia afastada da favela.(Agência Folha)

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