Embora o Brasil não tenha histórico de exposição a grandes catástrofes, os desastres naturais pelo mundo implicaram em perdas no País, devido à pulverização dos riscos ou regras de solvência. Rodrigo Belloube, responsável pelas operações de Property da Munich Re Brasil, destacou que a intensidade dos furacões aumentou e trará reflexos. ''O grande número de catástrofes globais expressivas no final de 2010 e na primeira metade de 2011 significa que as taxas para cobertura de catástrofes naturais aumentarão mundialmente'', estimou.
Segundo ele, enquanto entre 1900 e 1925 a ocorrência era de 1,4 furacão siginificativo ao ano, nos 40 anos seguintes aumentou para 2,6 anualmente. A partir de 1975, subiu para 3,8 ao ano. Seguindo este racioncício, John Arpel, presidente da Allianz Risk Transfer Holanda, comentou que o maior temor de uma companhia de seguro é acumular perdas que venham a exaurir o seu capital. ''Como regra geral, elas não deveriam ter mais do que 5% de seus ativos expostos a qualquer perda ou evento.''
E para que os riscos sejam mitigados, busca-se a pulverização dos riscos, entre seguradoras, resseguradoras e também no mercado financeiro como, por exemplo, os chamados Cat Bonds - títulos vinculados às catástrofes e às coberturas indexadas pelo clima. ''A maneira encontrada para evitar grandes perdas é que alguém assuma uma parte dos prejuízos. O cosseguro pode pulverizar os riscos localmente, já o resseguro pode pulverizar os riscos mundialmente'', explicou. Indo além, a Allianz Risk foi criada, justamente, para oferecer produtos não tradicionais cobertos pelos seguros e resseguros.
No primeiro semestre de 2011, as perdas seguradas com catástrofes naturais no mundo somaram mais de US$ 60 bilhões. E segundo o presidente, caso a temporada de furacões nos EUA atinja centros urbanos, o mercado segurador está preparado para as catástrofes. Mas, se a estação de furacões está prevista para ser acima da média este ano, Arpel diz que é difícil calcular o valor de determinado desastre antes de seu acontecimento. ''Cada catástrofe reflete em diferentes circunstâncias. Porém, se não sabemos quais serão os danos, as taxas tendem a aumentar'', observou. (M.T.)

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