DESASTRE NA RÉGIS BITTENCOURT - Queda de ponte aumenta custo das mercadorias
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sexta-feira, 28 de janeiro de 2005
Vânia Casado<br>Equipe da Folha 
Curitiba- O desvio das cargas transportadas por caminhões, por Ponta Grossa, alternativa para evitar o congestionamento e a demora na passagem da pista única da ponte sobre o rio Capivari-Cachoeira, na rodovia Régis Bittencourt (BR-116), vai elevar o custo das mercadorias para as empresas em decorrência do aumento do percurso e do tempo de viagem.
De acordo com o diretor de logística da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Mario Stamm Júnior, pela BR-116 principal eixo de ligação entre as regiões Sul e Sudeste, circulam cargas industriais valiosas, ''resultado de toda a riqueza produzida nessas regiões''.
Segundo Stamm Júnior, só a Siemens, que tem uma fábrica de produtos eletro-eletrônicos em Curitiba, envia para São Paulo todos os dias 10 toneladas de produtos destinada à exportação. Essa carga é embarcada no aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP).
A transportadora Tegma, de São José dos Pinhais, responsável pelo transporte da indústria automotiva do Estado, com uma frota de 700 veículos, mantém cerca de 350 veículos-cegonheiros diariamente na BR-116 para transportar veículos da região Sudeste para o Sul e vice-versa.
Segundo o gerente da Tegma, Antonio Carlos da Silva, ontem as cargas foram entregues em seus destinos com cerca de cinco horas de atraso. Ele disse que por enquanto, as concessionárias não reclamaram, mas não prevê até quando vai essa situação.
O desvio do trajeto para escapar da morosidade na BR-116, vai prejudicar a transportadora. Segundo Silva, são pelo menos 300 quilômetros a mais de percurso, quase o dobro da extensão Curitiba-São Paulo que é de 400 quilômetros.
De acordo com o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas (Setcepar), Aldo Fernando Klein Nunes, o percurso adicional representa R$ 675,00 a mais por viagem no custo do caminhão. Nesse custo não estão calculados os gastos com pedágio que são no mínimo nove praças, desviando por Ponta Grossa.
''O aumento do percurso implica no aumento de seis horas o período de permanência do caminhão na estrada, o que aumenta os riscos'', comentou Nunes.
O gerente da transportadora Rodobrás, Giancarlo Merolli, disse que sua empresa está preocupada com o risco que a outra ponte (liberada) oferece, mas isso ainda não foi suficiente para determinar a mudança de rota. A empresa faz o transporte dos produtos eletrodomésticos da Eletrolux, Tim e de fábricas de papel.


