São Paulo, 9 (AE) - O ex-ministro da Economia, Antonio Delfim Neto, disse agora há pouco em seminário sobre ajuste fiscal e desvalorização cambial, patrocinado pelo grupo IOB, que o desastre econômico anunciado pelo governo no início do ano pode ter sido um blefe para conseguir todos os empréstimos que o País necessitava. Segundo ele, a tragédia foi tão bem vendida no exterior que o mundo correu para ajudar o Brasil com financiamentos internacionais.
Curto prazo - O ex-ministro da Economia disse que o fato da Bolsa de Valores de São Paulo ter negociado ontem volume superior a R$1 bilhão mostra que o dinheiro mais expeculativo está voltando para economia brasileira. Ele observa, no entanto, que este dinheiro internacional de curto prazo é o primeiro que chega e também o primeiro que sai se não houver um aumento de confiabilidade na economia brasileira por meio de ajustes na contas públicas.
Segundo ele, a Coréia é um exemplo a ser seguido, pois conseguiu acumular reservas por meio de superávit (saldo positivo comercial) exportações superando importações e acumulando reservas para o pagamento dos empréstimos ao Fundo Monetário Internacional. Segundo Delfim, o produto interno bruto caiu 5,8% em 98 e deve crescer entre 3% e 3,5% este ano.

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