São Paulo - A Polícia Federal disse nesta quarta-feira (15) ter provas de que o grupo de brasileiros desaparecidos nas Bahamas entrou no barco na data prevista para o embarque em direção à costa da Flórida, nos Estados Unidos. Desde 6 de novembro, 19 imigrantes são considerados desaparecidos depois que ingressaram em um tentativa de travessia ilegal para os Estados Unidos. Entre eles, estão 12 brasileiros. As informações são da Agência Brasil.

Segundo a delegada Diana Calazans, chefe da divisão de Direitos Humanos da Polícia Federal, uma postagem na página pessoal do Facebook de um dos imigrantes, no dia previsto para o embarque, foi georreferenciada no oceano, em local próximo aos tradicionais pontos de saída dos imigrantes ilegais. A informação foi dada em audiência pública realizada por uma comissão externa da Câmara dos Deputados, formada para investigar o desaparecimento dos brasileiros. Além de Diana, também participou da audiência a delegada Sílvia Amélia Fonseca de Oliveira, coordenadora-geral de cooperação internacional da PF.

"Nós fizemos um pedido ao juiz de quebra dos sigilos telefônicos e tem algumas informações da estação de rádio-base do dia do desaparecimento. Então, nós temos estes dados que indicam que estes aparelhos foram utilizados até este dia e estavam georreferenciados em torres muito próximas ao litoral das Bahamas, do local de onde seria a saída do suposto barco", explicou Diana.

A informação enfraquece ainda mais as hipóteses de que o grupo poderia estar detido em algum lugar das Bahamas. A delegada esclareceu, no entanto, que não há uma localização exata, apenas aproximada. Ela não deixou claro se a principal hipótese neste momento é a de naufrágio. Na semana passada, representantes do Itamaraty que participaram de outra audiência afirmaram que a hipótese mais forte seria a de que a embarcação afundou. "Nós não temos elementos do que aconteceu a partir daí", afirmou Diana.

Sílvia explicou que a Operação Piratas do Caribe está em andamento desde dezembro, sob o comando da delegacia de Ji-Paraná (RO). Segundo ela, a PF aguarda resposta do governo das Bahamas a respeito de um pedido de cooperação internacional que foi enviado em 9 de fevereiro. Se a solicitação for aceita, a polícia brasileira poderá participar das diligências realizadas naquele país.

mockup