Desaparece professora acusada de agredir aluna
Carlos Mendes
Agência Estado
De Belém
A professora Lílian do Rosário Trindade, da Fundação Pestalozzi do Pará, teria deixado Belém ontem, após tomar conhecimento de que o delegado da Polícia Civil Rui Romão havia requerido sua prisão preventiva à Justiça. Lílian foi acusada por vizinhos de agredir, com um martelo e pedaço de madeira, a doente mental Valdenice Silva dos Santos, de 29 anos, sua aluna. O segurança Roberto Carlos Barbosa Trindade, marido da professora, continua preso.
O segurança disse que bateu na vítima apenas uma vez porque ela havia roubado uma flanela e também por mentir muito. Ontem pela manhã, na polícia, Valdenice contou que o segurança batia nela com um cinturão, enquanto a professora desferia marteladas em suas costas, além de golpear seus braços, pernas e cabeça com uma ripa. As surras eram constantes, afirma a vizinha Claudemira Marques.
A vítima disse que desde julho passado morava na casa de sua professora, a convite dela. Eu fazia serviços domésticos, mas eles me batiam sem nenhum motivo. Valdenice, segundo outros professores da Fundação Pestalozzi, é deficiente mental. Ela estava há uma semana sem aparecer na escola. O delegado informou que vai chamar para depor o pai da moça, Osvaldo Santos, de 68 anos. Se ele não explicar direito porque deixou a filha morando com a professora, vou enquadrá-lo por abandono material de incapaz.





