Desaparece avião antidroga com cinco norte-americanos e dois colombianos
Bogotá, 23 (AE-AP) - Um avião com cinco norte-americanos e dois colombianos a bordo desapareceu na manhã desta sexta-feira (23) na Colômbia, informou a Embaixada dos Estados Unidos em Bogotá.
"A embaixada está trabalhando com as autoridades norte-americanas para coordenar as operações de busca e resgate", assinalou em um comunicado, sem dar detalhes sobre o tipo de aparelho, o local em que sumiu e o tipo de missão que realizava.
A polícia colombiana, principal unidade na luta antidrogas no país, também nada acrescentou.
Citando autoridades colombianas e norte-americanas, a emissora privada Rádio Net informou que o avião cumpria uma missão de rotina para determinar o lugar e a extensão das chamadas "plantações ilícitas" e sobrevoava cultivos de coca, papoula e maconha quando desapareceu. Ele tinha decolado da base militar de Tolemaida, no centro do país.
Segundo membros da delegação norte-americana, o avião, um DH-7
cumpria um vôo de rotina e o grupo ocupava-se de cumprir "programas antinarcóticos bilaterais". Oficialmente, não foram fornecido detalhes de tais programas.
De acordo com um comunicado difundido em Washington, o Pentágono confirmou que se trata de um avião militar que realizava tarefa de reconhecimento. O grupo deveria retornar à base seis horas depois da decolagem. Ao não fazê-lo, foi oficialmente declarado "desaparecido".
Um porta-voz da Força Aérea Colombiana informou que o DH-7 desaparecido é um "avião de inteligência desprovido de armamento".
Em cumprimento de acordo entre os governos da Colômbia e dos Estados Unidos, norte-americanos colaboram na erradicação dessas lavouras e no treinamento de novos pilotos. De 1990 até o ano passado, os EUA entregaram à Colômbia cerca de US$ 625 milhões para o combate ao narcotráfico.
Os paramilitares das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC) receberam bem hoje a idéia de uma intervenção militar americana no país, desde que "não seja para sempre". O chefe das AUC, Carlos Castaño Gil, afirmou que, embora apóie "a unidade nacional" e seja, em princípio, contrário a uma intervenção estrangeira, "é melhor ficar do lado dos gringos do que das (guerrilhas esquerdistas) Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia".
Castaño afirmou que abriu mais uma frente de combate, esta em Santander do Norte (Estado fronteiriço com a Venezuela), onde, nos últimos dias, os paramilitares mataram pelo menos 11 pessoas suspeitas de ter vínculos com os guerrilheiros das Farc.
As AUC anunciaram para o próximo mês uma "ofensiva" no Estado ocidental de Valle del Cauca, onde os rebeldes esquerdistas do Exército de Libertação Nacional mantêm em cativeiro cerca de 30 pessoas das 100 sequestradas há quase dois meses numa igreja católica da cidade de Cali.





