Desafio e salário levaram fisioterapeuta a SP
A fisioterapeuta Gisleine Bedendo, 32 anos, se mudou de Londrina para São Paulo em 2009. ''Eu vivia bem em Londrina, emprego estável, amigos, tudo tranquilo. Nunca havia pensado em morar em São Paulo. Tinha medo da cidade, da violência, da correria, do estresse. Mas iniciei uma pós-graduação em Fisioterapia do Trabalho em São Paulo, passei um ano e meio vindo uma vez por mês para as aulas e quando concluí o curso fui convidada por uma colega de pós a integrar a equipe de fisioterapia em uma multinacional, na área de qualidade de vida'', explica Gisleine.
''Aceitei mais pelo desafio profissional, pois em Londrina eu não via uma perspectiva de crescimento. Além do salário, é claro, e de ter muitas outras possibilidades devido ao número de empresas ser muito maior aqui'', descreve a fisioterapeuta.
Gisleine nunca havia morado fora do Paraná. Antes de Londrina, morou em Mandaguari, Cidade Gaúcha e Maringá. ''No início em São Paulo, achei que fosse me assustar muito com o novo estilo de vida, loucura da metrópole, correria, trânsito... Mas me adaptei rapidamente'', lembra.
''É claro que existem diferenças enormes para o estilo de vida que eu tinha em Londrina; em São Paulo o foco é basicamente trabalho. Todos trabalham muito, sem horário para acabar o expediente, todos os dias da semana. É muito raro alguém que consiga sair às 18 horas, quem consegue já é olhado 'torto' pelos colegas. Encontrar os amigos, quando muito, só aos finais de semana mesmo'', diz a fisioterapeuta.
Questionada pela FOLHA sobre o motivo para que muitos paranaenses mantenham o interesse em se mudar para São Paulo (ela relata que já encontrou muitos conterrâneos na cidade, principalmente londrinenses e maringaenses), Gisleine apontou que a maior oferta de oportunidades de trabalho é realmente o fator mais atraente.
''Acredito que seja mais a questão de campo de trabalho mesmo, a ausência de novas oportunidades no Paraná, falta de novas indústrias. Posso dizer mais do que ouço os amigos de Maringá e Londrina comentarem, que o mercado de trabalho em todas as áreas está bem saturado'', explica. (F.G.)





