'Desafio é preparar profissionais'
Londrina - A gerente de sa© úde mental de Londrina, Angela Lima, afirma que a prioridade é melhorar atendimento e reduzir o preconceito dentro do próprio sistema municipal. ''Temos batalhado pela desmitificação do serviço, para que aceitem os pacientes com transtornos mentais dentro da complexidade da atenção básica, hospitais, clínicas, enfim, dentro de todo o serviço'', explica.
Outro desafio, segundo ela, é preparar os profissionais para esse tipo de atendimento. ''Não basta ter estrutura, tem que ter atendimento. Essa é uma das diposições da lei, que o paciente tem direito à melhor assistência e de preferência em bases comunitárias. Evitar segregação, manter paciente na sua comunidade buscando a convivência, não só com serviço de saúde'', aponta ela.
É por isso, de acordo com Angela, que a ''política nacional defende que dentro dos hospitais gerais exista oferta de serviço qualificado para saúde mental.'' Outro ponto importante é a necessidade de regulação dos serviços psiquiátricos.
''Essa é uma luta que temos batalhado dentro da (17) Regional de Saúde, para que disponibilize os leitos dentro do sistema de regulação, como é hoje nos outros hospitais. Se precisa de um leito, aciona a Central de Leitos e ela define para onde vai. É preciso definir critérios de internação'', reivindica.
Hoje, Londrina conta com 200 leitos para pessoas com transtornos mentais e 64 para usuários de álcool e drogas nos hospitais CPL e Villa Normanda - que atendem pelo SUS.
Além do Caps III, do Jardim Alto da Boa Vista, funcionam em Londrina o Caps Infantil, na Vila Nova (Área Central) e o Caps Álcool e Outras Drogas, no Jardim Mediterrâneo (Zona Sul). De acordo com Ângela, há um projeto para criação de mais uma unidade na Zona Sul. ''Temos aprovação dentro do Conselho de Saúde. Temos que ver como se daria a contratação de recursos humanos. Essa tramitação ainda estamos buscando para de fato implantar mais um Caps em Londrina'', acrescenta.(D.B.)





