Que a atividade física traz benefícios à saúde, já está mais do que provado. Mas, hoje, o grande desafio dos profissionais de educação física é como estimular as pessoas a praticar exercícios e a não perder o entusiasmo inicial.
Segundo o professor Dartagnan Pinto Guedes, da UEL, ''ainda não há respostas'', mas pesquisas buscam isso. ''O que se busca detectar é porque as pessoas ficam três, quatro meses na atividade e depois param, não têm aderência'', explica Lilian Barazetti, professora da Unopar.
Márcia Aversani, coordenadora do curso de educação física da Unopar, lembra que a falta de tempo é um problema real. ''O ritmo de trabalho mudou, as pessoas trabalham mais que oito horas por dia, mas não é só falta de tempo, mas falta de cultura de prática de atividades voltadas para a saúde'', afirma. Mesmo assim, acredita ser possível conciliar o trabalho com a atividade física. ''Nem que seja por meia hora todos os dias ou 45 minutos três vezes por semana'', recomenda.
Guedes explica que outro fator que beneficia a prática de atividade física é conciliar o exercício com o convívio familiar. Segundo ele, algumas pesquisas apontam que junto com a família ou com amigos as pessoas tendem a não desistir da prática. ''Porque ele atende duas necessidades dele, de convívio familiar ou social e de atividade física. Isso explica porque os idosos acabam sendo mais ativos'', ressalta o professor.
Entre os benefícios da atividade física regular estão prevenção de doenças cardiovasculares, melhora do humor (por causa da liberação de endorfina), prevenção ou ajuda no controle da obesidade, e melhora do sistema imunológico. ''Hoje se discute se a pessoa é gorda porque é sedentária, ou se é sedentária porque é gorda. Mas, sabe-se que mesmo com sobrepeso, a pessoa vive mais e melhor se for ativa'', informa Guedes. (C.P.)

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