Porto Alegre, 21 (AE) - Paulo César Ximenes, ex-presidente do Banco do Brasil, assumiu hoje a vice-presidência executiva do Banco Meridional do Brasil com a tarefa de conquistar 400 mil novos clientes até o final do ano. Hoje o banco tem 600 mil. Também deverá trabalhar para que o lucro líquido consolidado do grupo no exercício supere os R$ 120 milhões, sendo 50% originários das operações de varejo. No final de 1997 esta participação era de apenas 10%, com os 90% restantes gerados pela atividade de atacado.
O anúncio do nome de Ximenes para o cargo foi feito hoje pelo presidente do conglomerado financeiro - que inclui o Bozano Simonsen -, Paulo Ferraz. Ximenes substitui Maurício Caetano, que, por "motivos particulares", voltará ao Rio de Janeiro, onde assumirá o cargo de vice-presidente de Crédito de todo o grupo.
Caetano ficará até o início de julho no Rio Grande do Sul para repassar todo o trabalho ao seu sucessor. "Nada muda na direção estratégica do banco", assegurou Ferraz.
Aos 55 anos, o novo vice-presidente do Meridional comandou o Banco do Brasil de 1995 a 1998, de onde se afastou em janeiro deste ano. Ele decidiu, por contra própria, impor-se uma "quarentena", embora não considere necessária uma medida como esta, e passou um mês em férias na Europa antes de decidir entre algumas propostas que recebeu. "Comprei a visão e a proposta de empresa do Paulo Ferraz", afirmou.
Ximenes, que é natural do Rio de Janeiro e formado em engenharia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), foi escolhido "pelo trabalho que fez à frente do Banco do Brasil, onde promoveu reformas importantes", disse Ferraz.
O próprio Ximenes considerou um "desafio bom" a missão de comandar um banco privado regional, com base no Sul do País. "O Brasil e a Região Sul necessitam de uma proposta como esta"
comentou.

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