Nos últimos dias, o Brasil foi sacudido pela notícia de quase duas dezenas de mortes em hospitais de Brasília (DF), provocadas pela Klebsiella pneumoniae Carbapenemase (KPC), uma superbactéria descendente da Klebsiella que habita o intestino humano.
  O Paraná entrou na rota da KPC em fevereiro do ano passado, quando o Hospital Universitário (HU) de Londrina recebeu um adolescente vítima de atropelamento em Goiânia (GO) que estava com o sangue infectado pela superbactéria. Outros pacientes acabaram colonizados (bactéria presente na pele). Desde então, o hospital restringiu o atendimento duas vezes - em abril de 2009 e julho deste ano - e não se livrou mais do problema. Em pouco mais de um ano e meio, mais de 230 casos foram confirmados.
  Assim como outros organismos multirresistentes, a superbactéria encontrou nos hospitais condições ideais para se alastrar, atacando pacientes graves como aqueles com câncer, pós-cirúrgicos e bebês prematuros. Como é transmitida por contato, basta o descuido de um funcionário ou de um visitante para contaminar outro paciente.
  As bactérias habitam o corpo humano e até auxiliam os humanos em muitas funções. A Klebsiella, por exemplo, ajuda nas tarefas do trato intestinal. A automedicação, o consumo indiscriminado e a prescrição errada de antibióticos, no entanto, acabaram selecionando as bactérias que, por mutações genéticas, não eram exterminadas. Ao longo de décadas, estas superbactérias se fortaleceram e passaram a atacar outras bactérias e a fazer cópias de si mesmas.


● Integra o aparelho digestivo, responsável para obter dos alimentos ingeridos os nutrientes necessários às diferentes funções do organismo



● O primeiro antibiótico identificado pelo homem foi a penicilina, pelo bacteriologista inglês Alexander Fleming (1881-1955)

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