Rio, 30 (AE) - O Hemocentro do Rio de Janeiro (Hemo-Rio)
que abastece 144 unidades de saúde do Estado e todas as emergências das redes municipal, estadual e federal da cidade, registrava hoje um déficit de 320 bolsas de sangue, de acordo com a diretora-técnica da instituição, Clarisse Lobo. Desde o dia 20 deste mês o centro apresenta, segundo ela, uma queda média de 60% do número de doadores. Hoje apenas 280 pessoas estiveram no Hemo-Rio, que tem capacidade para atender 800 doadores por dia, disse Clarisse.
A diretora afirmou que não haverá problema amanhã nos setores de emergência dos principais hospitais da cidade, mas alertou para a possibilidade de haver falta de sangue no fim-de-semana. "Espera-se um movimento grande nos hospitais durante o feriado e, com o estoque que temos hoje, não poderemos atender a partir de domingo", disse Clarisse.
"Precisamos de doadores para garantir um reveillon tranquilo." Hoje o Hemo-Rio, que fica na Rua Frei Caneca, 8, centro do Rio, estará recebendo doações de voluntários das 7h às 16h. No domingo, haverá um plantão excepcional, das 7 às 19 horas. Para doar sangue, é necessário ter de 18 a 60 anos, pesar mais de 50 quilos e apresentar boa saúde.
Reveillon - A direção do Miguel Couto, hospital da zona sul que vai centralizar o atendimento durante a festa de reveillon, não acredita que haverá problema de falta de sangue durante o fim-de-semana. "Recebemos uma remessa extra de 92 bolsas (cada uma de 300 ml)", explicou a bióloga Luíza Helena Galvão, plantonista-chefe do esquema montado para a virada do ano no hospital. O consumo médio diário na unidade é de 40 bolsas por dia.
O Miguel Couto vai funcionar como unidade de referência para o atendimento de eventuais acidentados na festa da Praia de Copacabana, que, estima-se, deverá reunir 3 milhões de pessoas. A prefeitura da cidade montou quatro postos de atendimento na praia. No Miguel Couto, onde estarão de plantão 50 médicos e 10 enfermeiros, as folgas foram canceladas.
Como forma de aumentar o contingente de voluntários, o Ministério da Saúde estuda diminuir, no início do ano, o intervalo mínimo para doações de três para dois meses. No Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na Ilha do Fundão, zona norte, falta sangue para a realização de cirurgias. O mínimo necessário para o bom funcionamento do hospital é de 60 doadores, mas atualmente esse número não chega a 30, de acordo com a chefe do serviço de hemoterapia do hospital, Carmem Nogueira. O hospital só recebe sangue do Hemo-Rio em casos de urgência.

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