São Paulo, 07 (AE) - Pelo menos 14 pessoas ficaram feridas hoje, no desabamento de parte do telhado do supermercado Pão de Açúcar, na Rua Tabapuã, Itaim-Bibi, em São Paulo. A tragédia só não foi maior porque as prateleiras de mercadorias impediram que vigas maiores e mais pesadas atingissem clientes e funcionários que estavam no local, por volta 13 horas.
Na hora do desabamento, a maioria das pessoas - cerca de 30 clientes, segundo testemunhas - que estava no supermercado conseguiu sair da loja. Com os escombros ficaram muitos carrinhos cheios de produtos. Alguns estavam com as compras empacotadas, indicando que o cliente estava de saída ou já havia pago a conta.
De acordo com uma funcionária, que trabalhava no caixa, e não se quis identificar, só deu tempo de levantar e correr. "Quando dei por mim já estava na rua." O figurinista Pedro Paz também estava fazendo compras no local, quando o teto desabou. Ele estava no fundo do supermercado, perto do balcão de frios. "Quando vi, caiu", disse. "Nem barulho fez." Depois do desabamento, ele e mais três senhoras encontraram um "buraco formado nos escombros" e escaparam por uma saída nos fundos. "Depois que saímos, não as vi mais."
Logo após o acidente, o Corpo de Bombeiros chegou ao local. As vítimas foram retiradas dos escombros em menos de uma hora. Algumas, com ferimentos leves, foram atendidas no local. Outras precisaram ser levadas para hospitais. Depois de retiradas as vítimas, os bombeiros começaram o trabalho de limpeza do local. Madeiras velhas do telhado foram sendo amontoadas na frente da loja. Para facilitar o trabalho, os bombeiros usavam carrinhos de compras.
Ajuda - O psicólogo Alexandre Chut, de 32 anos, saiu de seu consultório, próximo do local, assim que soube do desabamento. "Comecei a escutar o barulho do Corpo de Bombeiros e vi o desabamento pela tevê", conta. Chut foi correndo ao local para ajudar os bombeiros e policiais na retirada dos escombros. "Não cheguei a socorrer as vítimas."
Na frente do supermercado, uma multidão de curiosos especulava sobre as causas do acidente. Valéria Pappiani, de 36 anos, contou que tinha saído da loja minutos antes do desabamento. "Eu estava indo para casa pegar minha filha para levá-la à escola, quando ouvi um barulho surdo e vi uma fumaça subindo", contou. "Depois, ouvi gritos de socorro." A reação de Valéria foi correr para casa e proteger-se. Segundo ela, que mora no bairro há três anos, o prédio onde funcionava o supermercado era muito antigo. "Tinha uma infiltração antiga, que vinha ainda do tempo em que ali era um Peralta", afirmou.

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