Desabamento em Olinda deixa 2 mortos
Olinda, 28 (AE) - Duas pessoas morreram e 13 ficaram feridas , sendo oito em estado grave, devido ao desabamento do bloco B do edifício Enseada do Serrambi, no bairro de Jardim Fragoso, em Olinda (PE). Durante a madrugada, os bombeiros realizaram a Operação Pente Fino para remoção dos escombros. Pelos menos quatro pessoas ainda estão soterradas, sendo que duas delas apresentam sinais de vida.
Segundo testemunhas, o prédio caiu após um grande estrondo, por volta das 17h20 de ontem (27). Os bombeiros teriam chegado meia hora depois e sem equipamentos suficientes. O primeiro a ser retirado dos escombros foi Daniel Kyvub Chô, de 15 anos. Ele foi ajudado por populares, levado para clínica Prontomédica e passa bem. A segunda pessoa a ser retirada foi a menina Kayane Carneiro Correia, de 10 anos, que teve a perna direita amputada, fratura na mandíbula e os dois tímpanos estourados. Ela e Camila Viana, de 13 anos, que teve politraumatismo, são as vítimas em estado mais grave encontradas até o momento. As duas estão internadas no Hospital da Restauração. Kayanne é parente de um dos donos da Constutora Conipa - responsável pela obra.
Mônica Kyubin foi a terceira pessoa a ser resgatada. Consciente, ela gritava com dores na perna e perguntava pelos dois filhos, Karine, de 10 anos, e Daniel, de 15. Ela foi informada do resgate de Daniel e levada para o Hospital Português, com lesões no quadril. Também foram resgatados Flávio Cabral Padilha, de 26 anos, e Elaine Cristina da Silva, com um corte profundo na perna e vários ferimentos graves. Os dois também foram levados para o Hospital Real Português. As identidades das demais vítimas socorridas ainda não foram confirmadas.
O tenente-coronel Luiz Gonzaga Dutra, comandante do Corpo de Bombeiros, disse que as buscas continuariam até que todas as chances de encontrar sobreviventes fossem eliminadas. Segundo ele, 150 homens, entre PMs, bombeiros e técnicos da Codecipe, estão trabalhando no local, sem contar médicos, auxiliares e voluntários. O bloco A, de 16 apartamentos, foi interditado pela Defesa Civil. Antes da ordem, os próprios moradores, assustados com a tragédia, abandonaram os imóveis. A Polícia Militar prendeu 4 pessoas que estavam no local tentando saquear os escombros.
O bloco B tinha quatro andares e oito apartamentos, dois desocupados. No momento da destruição, muitos moradores encontravam-se no local, principalmente crianças e adolescentes que aproveitavam as férias brincando no terraço ou dentro de casa. Estima-se que 14 dos 27 moradores estavam no prédio na hora do desabamento, além de visitantes que se encontravam no local. Um dos apartamentos estava desocupado porque os moradores viajaram para passar o reveillon com parentes. Segundo um morador do bloco A, Valdemir Agnelo, a construção tem cerca de oito anos, cada apartamento possuía uma área de 80 metros quadrados, com valor de mercado de R$ 40 mil.
Há pouco mais de dois meses um outro desabamento, o do edifício Ericka, localizado no mesmo bairro e em condições bem parecidas, matou quatro pessoas. A área onde fica os prédios era de mangue.





