QUIMPER, França, 14 (AE-AP) - Hoje (14), a Costa Atlântica da França continuava a sofrer os efeitos do derramamento de óleo de um navio-cisterna que se dividiu em duas partes no fim de semana
em meio aos temores de que uma "maré negra" pudesse atingir as praias e os bancos de ostras do oeste do país.
Os ventos fortes e o mar agitado prejudicaram, pelo segundo dia consecutivo, as tentativas de remover cerca de 11,4 milhões de litros de óleo pesado que flutuam no sudoeste de Belle Ile, na Bretanha francesa.
Ainda restava o risco "potencial, mas não imediato," de poluição do litoral, de acordo com as autoridades portuárias de Brest.
Os peritos também estavam preocupados com cerca de 16,3 milhões de litros de óleo espesso que restam nos reservatórios do navio-cisterna Érika, registrado em Malta, que se dividiu em duas partes no domingo, enquanto navegava em mar agitado.
Em Paris, cinco dos 26 tripulantes do navio foram colocados sob custódia policial, informou uma fonte judicial, falando sob a costumeira condição de anonimato. O capitão, o segundo oficial
um mecânico, o mestre do navio e um especialista em bombeamento foram detidos para interrogatório sobre o naufrágio do velho navio.
De acordo com o informante, amanhã poderia ser iniciada uma investigação em torno da possibilidade de o naufrágio ter "posto em risco a vida de outras pessoas." Na segunda-feira à noite foi divulgada a notícia de que as duas partes do navio estavam submersas, e as autoridades locais pediram a ajuda de peritos da Noruega, Grã-Bretanha e Alemanha para remover o óleo espesso que resta no navio. Embarcações especiais, com a missão de conter o vazamento, aguardavam que as condições climáticas melhorassem, no porto de Brest, a noroeste, enquanto duas fragatas da Marinha da França e um avião de reconhecimento vigiavam as manchas de óleo e a área onde ocorreu o naufrágio.
O óleo espesso, originalmente descrito como diesel, que se espalha lentamente, é um óleo pesado, utilizado para produzir eletricidade, de acordo com Hans Daems, porta-voz da companhia franco-belga Totalfina.
A Totalfina fretou o navio-cisterna construído há 24 anos para transportar o óleo. Mas a embarcação rompeu-se, dividindo-se em duas partes, quando navegava cerca de 100 quilômetros ao sul de Brest.
O navio partira de Roterdã, Holanda, e navegava com destino a Leghorn, Itália. A tripulação, formada por 26 indianos, foi salva por equipes de resgate francesas e britânicas.

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