Dermatologistas debatem complicações do Botox
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domingo, 20 de agosto de 2006
Reportagem Local 
Todos os anos as clínicas de estética e beleza são invadidas por milhares de novidades para suavizar e retardar dos efeitos do envelhecimento da pele. A toxina butolínica, cujos nomes comerciais no Brasil são Botox, Dysport e Prosigne, é uma dessas técnicas que revolucionaram os tratamentos estéticos. O sucesso deve-se à sua eficiência em rejuvenescer a face e dar mais leveza à expressão, sem a necessidade de intervenção cirúrgica ou outra técnica mais invasiva.
O produto tem três pontos clássicos de aplicação: na testa, nas pálpebras, e entre as sobrancelhas. Hoje o produto é aplicado na correção de outras imperfeições tanto no rosto quanto no pescoço. Além disso, a toxina também vem sendo empregada com sucesso em pessoas que têm problemas de suor em excesso nas axilas, mãos e pés.
Os locais de aplicação, novidades e complicações do uso da toxina butolínica são temas que estarão em pauta durante o 61º Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia, que acontece em Curitiba, de 6 a 10 de setembro.
O uso da toxina não é recomendado nas bochechas e nos sulcos entre a boca e o nariz, o chamado bigode chinês. Aplicada nesses locais a toxina pode provocar a paralisia facial. Como o efeito da toxina não é permanente, a paralisia acaba sendo revertida, mas até lá é um incômodo para o paciente, explica a dermatologista Karin Ventura Ferreira. Para recuperar as formas da bochecha e suavizar os sulcos da face é recomendado o uso de preenchedores.
Nos casos em que não há necessidade aparente do uso do produto, a toxina é aplicada para tratar as rugas da face em caráter preventivo, ou seja,
em pessoas que ainda jovens começam a apresentar aquela ruguinha entre as duas sobrancelhas. Essa marca de expressão é resultado do costume de franzir as sobrancelhas. Estas pessoas vão apresentar mais cedo uma marca de expressão neste lugar, se não atuarmos relaxando aquele músculo específico, comenta a dermatologista
Uma das especialistas que ministram cursos sobre o uso da toxina butolínica no congresso, Karin alerta que o uso da substância é bastante seguro se bem aplicado. Para não ter problemas é importante procurar um dermatologista que esteja bem familiarizado com a técnica e que conheça bem a musculatura da face. A complicações mais temidas são as de ordem estética, como assimetrias faciais e distorções na musculatura da face. Esses efeitos quando ocorrem, têm duração de 15 a 60 dias. Outras complicações freqüentes são pequenos pontos roxos (hematomas) nos locais da aplicação. Esses efeitos desaparecem em uma semana.
Para não ter problemas indesejados, é preciso evitar a mania de perfeição e não fazer o procedimento sem ter real necessidade. Nesta hora, o médico precisa ser firme e orientar o paciente a não exagerar, explica Karin.


