DER mantém investimento integral na PR-445
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sexta-feira, 02 de agosto de 2013
Danilo Marconi<br>Reportagem Local 
Londrina O Departamento de Estradas e Rodagens (DER) deve garantir aplicação integral de R$ 94 milhões no projeto de duplicação da PR-445, trecho urbano composto por 17 quilômetros entre os municípios de Londrina e Cambé. O investimento será feito com recursos próprios, mesmo com o corte de 25% do Orçamento do Estado anunciado semana passada pelo governo. Pelo contingenciamento proposto pela Secretaria de Fazenda, a obra sofreria um corte de R$ 11,7 milhões.
"Conseguimos economizar R$ 20 milhões no primeiro semestre deste ano com medidas administrativas. Esse dinheiro está no nosso caixa e agora vamos fazer o redirecionamento do custeio para investimento", explicou o superintendente do DER Paraná, Nelson Leal Junior.
Este redirecionamento começou a aparecer no Diário Oficial do Estado. Na edição da última quarta-feira, a Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística repassava R$ 40,6 milhões para o DER Paraná. Do total, R$ 6,1 milhões para a continuidade da duplicação da PR-445.
"Nada foi suprimido do projeto original e garanto que nada será retirado. A única revisão até agora proposta e aceita partiu de uma audiência com moradores de Cambé. Ao invés de instalar uma passarela (próximo ao cruzamento com a Rua Marechal Deodoro da Fonseca, divisa entre Londrina e Cambé), vamos executar túneis para a travessia dos pedestre", explicou Leal Junior.
A reorganização interna também vem suprir a falta de repasse das verbas federais do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O DER tem pelo menos oito projetos em execução, cujo financiamento foi feito com o BNDES e gira em torno de R$ 460 milhões, com repasses atrasados.
"São dois meses de atraso nos repasses. A PR-445 é nossa maior obra, mas temos outras em Maringá, Foz do Iguaçu, Ponta Grossa, Colombo. Tem toda uma engenharia interna para que as obras em andamento não parem. Esse repasse (feito pela Secretaria de Infraestrutura) garante pelo menos dois meses de manutenção das obras", afirmou.
O DER tem a opção de pedir a liberação do recurso por meio judicial. "Alguns Estados adotaram essa medida, mas não vamos (caminhar) neste sentido", disse. A FOLHA procurou o BNDES, mas a assessoria não se manifestou até o fechamento desta edição.


