Após mais um “susto” nos motoristas e pedestres que passavam pela PR-445, causado por uma nova rachadura em um viaduto da rodovia, o superintendente do DER (Departamento de Estradas de Rodagem), Marco Aurélio Gataz Sguario, explicou os motivos técnicos que garantiram ao órgão segurança para autorizar a liberação do tráfego rapidamente. O problema da vez foi constatado no viaduto sobre a avenida Madre Leônia Milito na quarta-feira (25), quando uma trinca no asfalto no sentido Londrina-Cambé obrigou a Polícia Rodoviária Estadual a interditar metade da pista. Nesta quinta-feira (26), as falhas foram cobertas.

Problema foi constatado no viaduto sobre a avenida Madre Leônia
Problema foi constatado no viaduto sobre a avenida Madre Leônia | Foto: Gustavo Carneiro

De acordo com Sguario, dois engenheiros, um do DER e outro da Zocco Engenharia e Projetos, empresa londrinense responsável pelo projeto de duplicação do trecho, asseguraram que não houve nenhum problema estrutural no viaduto. Ele lembrou, também, que, à época da duplicação, outras duas estruturas laterais foram construídas, de modo que é possível dizer que existem três viadutos no local a título de comparação.

“Essas estruturas são colocadas lado a lado e não podem estar engastadas (fixadas) porque, numa obra de arte, se você estiver em qualquer ponte quando passa um veículo, você sente que ela vibra. Ela precisa dessa vibração. Se você engasta isso, e cada um tem uma vibração, você derruba o viaduto porque ele é dimensionado para vibrar e receber aquela carga”, explicou.

Sguario garantiu que essas estruturas permanecem intactas e a enorme rachadura foi constatada apenas na malha asfáltica. “Temos ali seis centímetros, dependendo do dimensionamento, de uma camada de asfalto”, estimou.

Outro ponto positivo para a liberação do trânsito foi o fato de que a rachadura acompanhou a longitude – ou sentido - da pista, enquanto rachaduras mais graves na estrutura de uma obra como esta normalmente seriam encontradas diametralmente. “Se estivesse havendo um colapso na estrutura, então ela trincaria para vários lados, não seguiria uma linha só”, exemplificou.

Desta vez os aspecto visual das rachaduras não foi tão assustador quanto no viaduto entre a avenida Dez de Dezembro. Neste caso foi instalado até um "inclinômetro" - instrumento para medir ângulos no local que vem sendo acompanhado deste então. Uma parceria com a Universidade Estadual de Londrina foi realizada através de um convênio à época do aparecimento das rachaduras e "constatou-se que a estrutura está estabilizada", de acordo com Sguario.

Sguario também garantiu que o cronograma da obra de duplicação no trecho de 15 quilômetros entre o Jardim União da Vitória e o Distrito de Irerê será respeitado. Este trecho está sendo duplicado pela Enpavi e teve a entrega estipulada para julho de 2020.

No entanto, uma demanda que ainda não tem definição é sobre os pontos de passagem cobrados pela ONG (organização não governamental) MAE (Meio Ambiente Equilibrado) que precisam ser construídos na região do Parque Estadual Mata dos Godoy. Levantamento revelou que foram 116 atropelamentos de animais no trecho em seis meses.

O superintendente declarou que a construção destes pontos, chamados “passa fauna”, estará garantida no termo de referência para a elaboração do processo licitatório para a duplicação da rodovia até Mauá da Serra.

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