Curitiba - O Departamento Estadual de Estradas de Rodagem (DER) está avaliando a situação em que ocorreu o acidente, anteontem, com o ônibus de estudantes de Belém (PA), para analisar se fará alguma intervenção na PR-090. O veículo que trazia 52 jovens para o Congresso da Sociedade Brasileira de Computação caiu em uma ribanceira no KM 155 da estrada, em Piraí do Sul, matando 10 pessoas e ferindo outras 40.
A implantação de um radar fixo começou a ser reivindicado após o acidente. A velocidade máxima no trecho é de 60 km/hora, mas só no último final de semana o radar móvel da Polícia Rodoviária Estadual (PRE) registrou 44 atos infracionais de velocidade acima do permitido. A PR-090 é considerada ''trecho de cardápio'' da concessionária Rodonorte, que tem a concessão de outras rodovias paranaenses, mas se comprometeu a fazer a manutenção da PR-090.
Na opinião do capitão Gustavo Brinski, comandante da 5 Companhia da Polícia Rodoviária Estadual, em Ponta Grossa, o local onde aconteceu o acidente com o ônibus de excursão não precisa de um radar fixo, pois não é um ponto crítico. ''É um ponto perigoso, com uma curva fechada, sem acostamento, mas a pista é bem sinalizada. Não há necessidade de um radar fixo'', afirma. Para ele, o importante é a conscientização dos condutores para respeitarem a velocidade permitida.
De 1º de janeiro a 17 de julho, 15 pessoas morreram vítimas de acidentes na PR-090, do KM 144 até o KM 202 (incluindo os 10 jovens de Belém). No mesmo período, em 2011, foram 7 mortos. De janeiro até segunda-feira, a estrada registrou 41 acidentes e 78 feridos, sendo que de janeiro a 16 de julho de 2011 foram 49 acidentes e 41 feridos.

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