Deputados voltam a investigar narcotráfico
Agência Folha
De Campinas
A CPI do Narcotráfico da Câmara dos Deputados volta aos trabalhos oficialmente amanhã com a prioridade de analisar o cruzamento de informações sobre a quebra dos sigilos fiscal, bancário e telefônico feita pela coordenadoria técnica da comissão durante o recesso.
Não iremos priorizar nenhuma frente de investigação enquanto não analisarmos os dados que foram levantados pela equipe técnica durante o recesso, disse o deputado federal Pompeo de Mattos (PDT-RS), sub-relator da CPI em Campinas.
De Campinas, ocorreram pelo menos 15 quebras de sigilo de empresas suspeitas de fazerem parte de esquemas de lavagem de dinheiro, 28 quebras de sigilo de policiais supostamente envolvidos com o crime organizado e pelo menos 30 quebras de sigilo de pessoas que teriam ligação com o narcotráfico.
Ao todo, a CPI do Narcotráfico fez cerca de 300 pedidos de quebra de sigilo. No entanto nem todas foram entregues à comissão. Os sigilos entregues à comissão tiveram os dados cruzados e serão agora analisados pelos deputados para que se defina qual a prioridade das investigações e quem será convocado para prestar esclarecimentos.
A grande quantidade de dados para ser analisados pode comprometer o trabalho dos deputados nesse início de ano e atrasar a conclusão da apuração.
Pouco mais de um mês e meio após a CPI do Narcotráfico deixar Campinas, apenas dois dos acusados de fazer parte do crime organizado estão presos, o advogado Arthur Eugênio Mathias e o empresário Alcides Capellato. No entanto, as prisões não são decorrentes dos trabalhos da CPI, mas, sim, em razão de processos que já corriam contra os dois na Justiça.





