São Paulo, 21 (AE) - Uma comissão formada por deputados federais e estaduais visitou hoje as instalações do complexo Imigrantes e Tatuapé da Fundação Estadual para o Bem Estar do Menor (Febem). Na visita coordenada pela deputada federal Rita Camata (PMDB-ES) os parlamentares concluiram que, em termos de estrutura e organização, o complexo do Tatuapé é bem melhor do que o Imigrantes, mas ainda está longe do ideal.
O complexo Imigrantes foi o primeiro a ser visitado. Os políticos sairam do local indignados com o que viram: problemas de superlotação, falta de infra-estrutura básica, higiene e desordem total. "A Febem é uma instituição falida e reflete um pouco da realidade do Brasil", disse Rita após sair do complexo Imigrantes. "É um quadro lamentável e condenado." Os parlamentares conversaram com os menores, os monitores e o novo diretor da unidade. "É preciso uma parceria de vários órgãos e instituições para resolvermos o problema da Febem", afirmou o deputado federal João Fassarella (PT-MG). "Não é possível abrigar 1.300 adolescentes num local destinado para no máximo 300", completou o deputado.
Ele afirmou que tudo no local é insuficiente. Há poucos banheiros, não há colchões, não há trabalho pedagógico e os jovens demonstram estar revoltados. "Estamos entrando em contato e visitando a Febem para buscarmos junto com várias entidades, governo e organizações não governamentais uma solução para este problema", disse Rita Camata. "É inaceitável que garotos que roubaram uma calça fiquem junto com homicidas. A Febem precisa fechar", disse ela. Após sair da unidade Imigrantes, a comissão, formada também pelos deputados federais Emerson Kapaz (PPS-SP), De Velasco (PST-SP) e Eduardo Barbosa (PMDB-MG), foi conhecer o complexo do Tatuapé. O deputado estadual Paulo Teixeira, do PT, também acompanhou a visita. Após cerca de duas horas o grupo saiu do local. "Aparentemente, aqui é bem melhor do que o complexo Imigrantes", disse Rita. "É tudo mais limpo, os garotos estão mais calmos e há uma proposta educativa, mas ainda está longe do ideal. Em seguida os políticos foram até a Assembléia Legislativa conversar com membros da Comissão Permanente de Conselhos tutelares de São Paulo e entidades que integram o movimento pela infância de São Paulo.

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