São Paulo - O apresentador do SBT, Augusto Liberato, o Gugu, será convidado a depor em audiência conjunta das Comissões de Direitos Humanos e da Ciência e Tecnologia da Câmara, em Brasília, por causa da entrevista em que falsos integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) aparecem armados, fazendo ameaças a personalidades. ‘‘Foi incitação à violência e apologia ao crime’’, disse o presidente da Comissão de Direitos Humanos, Ênio Bacci (PDT-RS).
  Em São Paulo, a Comissão de Segurança Pública da Assembléia também convidou Gugu a prestar esclarecimentos. A data não foi definida, mas provavelmente deverá ser terça-feira, segundo o presidente da comissão, deputado Romeu Tuma Júnior (PPS).
  Bacci quer ouvir ainda a direção do SBT e pediu ao ministro das Comunicações, Miro Teixeira, que puna a emissora com pelo menos um dia fora do ar. ‘‘Houve afronta ao Código Brasileiro das Telecomunicações.’’ O artigo 53 do código proíbe as emissoras de exibir programas que incitem o crime e a violência. O deputado contou que o ministro aguarda resultados das investigações para tomar providências. ‘‘Manipularam fatos de tanta gravidade com objetivo exclusivo de buscar audiência e usando a boa-fé do telespectador’’, criticou o Bacci.
  Os parlamentares querem ouvir Gugu na quarta-feira. Ontem, Bacci relatou o caso à representante das Nações Unidas, Asma Jahangir, que investiga a violência no Brasil.
  Além de Gugu, a Comissão de Segurança Pública da Assembléia de São Paulo convidará os diretores do programa, Maurício Nunes e Rogério Casagrande. O chefe de reportagem Wagner Mafezoli, responsável pela entrevista, não foi ontem à Assembléia. O SBT informou que ele foi afastado e está viajando.
  ‘‘Esperamos que essas pessoas tenham o bom senso e compareçam, até por questão de respeito à opinião pública e ao Legislativo’’, disse Tuma Júnior. A Assessoria de Imprensa não soube informar se Gugu vai aceitar os convites para depor. Disse, porém, que o apresentador está ‘‘satisfeito com a apuração e aliviado com o desenrolar da história’’.
  A Petrobras suspendeu a programação de merchandising sobre seus projetos sociais que seria veiculada no ‘‘Domingo Legal’’. A decisão, segundo a empresa, foi de caráter comercial.

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