Deputados querem tributar lucro líquido dos bancos
Deputados querem tributar lucro líquido dos bancos7/Mar, 12:44 Brasília, 07 (AE) - Os parlamentares da Comissão Especial do salário mínimo da Câmara dos Deputados querem tributar o lucro líquido dos bancos como forma de ampliar receitas que possam garantir um reajuste maior para o salário mínimo. Em reunião informal realizada há pouco, em Brasília, os deputados Paulo Paim (PT-RS), Eduardo Paes (PTB-RJ), Luiz Antônio Medeiros (PFL-SP) e Darcísio Perondi (PMDB-RS) discutiram uma série de propostas para garantir um volume de receitas que permita dar um aumento real para o mínimo. Na próxima semana o deputado petista irá apresentar à comissão um estudo sobre a viabilidade da tributação dos ganhos das instituições financeiras. O relator da comissão, deputado Eduardo Paes (PTB-RJ), também irá solicitar amanhã ao Tribunal de Contas da União (TCU), um parecer sobre obras irregulares, ou que estão sendo auditadas, para avaliar a possibilidade de repassar à Previdência os recursos que estão alocados para estas construções. De acordo com o deputado, isso poderia representar um ganho de R$ 800 milhões para os cofres da Previdência. Os deputados, por consenso, descartaram as propostas apresentadas por Paim que previam o aumento de 8% para 9% da contribuição previdenciária dos trabalhadores que ganham um salário mínimo, e o aumento de 3% para 4% da alíquota da Contribuição para a Seguridade Social (Cofins), em troca do fim da cobrança de 20% sobre a folha de pagamento das empresas, a título de contribuição previdenciária de seus empregados. "Neste momento nós decidimos avaliar propostas que não aumentem a carga tributária dos trabalhadores", afirmou Paim. Os deputados insistiram na necessidade de ampliar o esforço de cobrança das dívidas de empresas junto à Receita Federal e a Previdência. Segundo cálculos da comissão, as empresas têm dívidas que somam R$ 80 bilhões junto à Receita e outros R$ 70 bilhões junto á Previdência. Os deputados também irão avaliar a possibilidade de cobrar as dívidas de bancos junto ao Programa de Estímulo à Reestruturação do Sistema Financeiro (Proer), que de acordo com dados da comissão somam R$ 15 bilhões. (Renato Andrade)





